domingo, 24 de junho de 2007

sem título

Por
Natasha Leonello
Mogi Mirim SP


Meu interior não se exalta.
Sou como o mar sereno que, sem sinais da tempestade,muda;
ou simplismente pavoroso.
Como um gole ardido de whiski seguido do trago amargo da sua detestável marca de cigarro.

Ou como aquelas pessoas que te arrancam a inspiração. No melhor momento a idéia voa.

Como a felicidade que chega nos piores momentos, ou como a mudança desse 'pior' para o 'melhor'.
Mas acima de tudo como a conformidade das coisas.

É como criar sua obra-prima e ela ser publicada com o nome do seu pior inimigo.
Criador e criatura não se aceitam nem nos melhores filmes, por que seria diferente agora?
Não aceitar não quer dizer não mudar.

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